Porta de acesso à torre de um aerogerador em operação

Método

Handover: as transferências entre fases

As três transferências de um projeto renovável, de desenvolvimento para construção, de construção para operação e do projeto para a gestão do ativo, costumam ser os momentos em que mais informação se perde. Estruturamos cada uma como uma aceitação formal, com um pacote definido desde o início da fase e uma ata assinada por quem entrega e por quem recebe.

Foto: Angie Reyes, Licença Pexels

Todas as empresas têm passagens entre fases, embora muitas vezes elas se resolvam com uma reunião e um e-mail. A informação que se perde nelas é a que mais custa recuperar depois, como os compromissos com proprietários e prefeituras que não chegam à equipe de obra, as condicionantes das licenças, as garantias que vencem sem que a operação saiba ou o modelo financeiro que não é atualizado com o custo real.

O nosso critério

  1. 01

    Cada passagem é um aceite formal, com uma ata assinada por quem entrega e por quem recebe, em que consta o que falta, quem o fecha e em que data.

  2. 02

    O pacote é definido no início da fase e completado durante ela, de modo que o aceite se resolve em uma reunião, e não em meses.

  3. 03

    Na entrega à operação pesa tudo o que tem data, como as garantias, as obrigações ambientais e os contratos de manutenção. A equipe de operação participa dos testes e do comissionamento para receber um ativo que já conhece.

O que entregamos

Desenhamos as três passagens sobre o sistema documental da empresa, do desenvolvimento à construção, da construção à operação e do projeto à gestão do ativo.

  • O pacote de cada passagem, com a sua lista de documentos e dados.
  • O acompanhamento do seu grau de completude durante a fase anterior.
  • A ata de aceite e quem a assina em cada caso, segundo a RACI.
  • O encerramento do projeto, com o custo e o prazo finais, os contratos vigentes e o modelo financeiro atualizado com o custo real.
  • A formação da equipe e os indicadores e reuniões com que a empresa acompanha o processo, com o nosso apoio se precisar.

Agentes e ferramentas sob medida

Se a empresa desejar, um agente reúne o dossiê de cada handover a partir do sistema documental e o confronta com a lista acordada. Leva as garantias, as suas datas e as suas condições ao calendário de operação e lista as pendências com o seu responsável. A equipe que recebe revisa o dossiê e assina a aceitação.

O que conecta com o restante

Cada handover reúne o que os demais processos produziram, como a lista de readiness do portão correspondente, a documentação final, os riscos que continuam em aberto, o custo final e as retenções do controle de CAPEX e as datas de garantia do cronograma. A RACI define quem entrega e quem recebe, e o que cada handover ensina volta ao portfólio como lições aprendidas. Quem recebe o projeto encontra reunido o que os demais processos produziram e não precisa reconstruí-lo, que é a prova de um PMO conectado.

O que o diagnóstico verifica nesta área

  • Os compromissos assumidos com proprietários e prefeituras durante o desenvolvimento chegam por escrito à equipe de construção?
  • A operação recebe as garantias dos equipamentos principais com as datas de vencimento e as condições para acioná-las?

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As demais áreas

  1. 00

    Governança e RACI

    Ajudamos a empresa a definir quem decide, quem executa e quem responde por cada tarefa dos seus projetos, com uma matriz RACI comum a toda a carteira. É a base sobre a qual se apoiam os demais processos.

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  2. 01

    Viabilidade e gates

    Um projeto renovável passa por várias decisões de investimento antes de ser construído, desde o estudo de viabilidade que o tira da prospecção até a venda da energia garantida. Ajudamos a empresa a fazer com que todos os seus projetos passem pelas mesmas fases e pelos mesmos gates, com critérios de passagem escritos e uma política de capitalização coerente com eles.

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  3. 02

    Gestão de riscos

    Implantamos um registro de riscos comum a todo o portfólio, aberto desde a viabilidade, que atribui a cada risco um responsável e um plano e, quando cabe, uma parte concreta da contingência.

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  4. 03

    Planejamento

    Estruturamos o planejamento a partir de um plano mestre por tecnologia e país, do qual partem os cronogramas de cada projeto, e de um ciclo de atualização orientado a detectar os atrasos enquanto ainda podem ser recuperados.

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  5. 04

    Controle de CAPEX

    Organizamos o controle de CAPEX em torno da previsão de custo final, atualizada todo mês item a item e conectada ao modelo financeiro, para que cada desvio seja lido em rentabilidade e respondido com um plano de recuperação quantificado.

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  6. 05

    Contratos e mudanças

    Organizamos a estratégia de contratação, as interfaces entre contratadas e o controle de mudanças e pleitos, para que cada variação seja avaliada antes de ser aprovada e nenhum prazo contratual vença sem que ninguém perceba.

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  7. 06

    Readiness

    Desenhamos as listas de readiness dos três portões de um projeto, para desenvolvimento, construção e operação, de modo que cada passo seja assinado por quem responde por ele e as lacunas com que se avança tenham responsável e prazo.

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  8. 07

    Gestão documental

    Num projeto renovável intervêm dezenas de empresas que produzem milhares de documentos, muitos deles necessários durante toda a vida do ativo. Desenhamos o sistema documental para que essa informação seja confiável desde o desenvolvimento e chegue completa a cada mudança de fase e a cada due diligence.

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  9. 09

    Lições aprendidas

    Estruturamos o processo de lições aprendidas para que cada lição relevante termine em uma mudança nos padrões da empresa, como um procedimento, um modelo de contrato ou uma estimativa de prazo ou de custo, antes de o projeto seguinte começar.

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